Maria Rosângela Lopes
Maria Rosângela Lopes

Na Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é oportuno que paremos para refletir nas condições degradantes a que são expostos milhares de trabalhadores brasileiros, muitos nem sequer sabem que estão nessa condição que os humilha enquanto pessoa e trabalhador. Ao se falar em situação análoga à escravidão e também em trabalho degradante é comum ouvirmos que essas práticas não existem ou que estamos aumentando a realidade ou ainda que é pura mentira.

Porém, os números afirmam o contrário e escancaram aquilo que muitos querem jogar para debaixo do tapete, entre os anos de 2003 e 2017 um total de 43.428 pessoas foram resgatas da situação análoga à escravidão em nosso país. Esses dados são do Observatório Digital do Trabalho Escravo, organizado pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

O número é alto e ainda mais revelador se analisarmos quem são as pessoas resgatadas: 77,28% são negros, pardos ou indígenas, 94,89% são homens e 72,56% são analfabetos ou têm até o 5° incompleto. Pessoas que estão marginalizadas, no sentido de não disporem de condições básicas de um cidadão, mas que aparecem nas estatísticas de trabalho escravo para descortinar a sociedade desigual e preconceituosa brasileira.

Proponho uma discussão mais abrangente sobre como os trabalhadores estão correndo riscos de terem um mercado de trabalho cada vez mais degradante. Não precisa ser análogo à escravidão. Mas, um mercado que trate o cidadão/trabalhador como mercadoria.

O que percebemos nos últimos meses é em nome da modernização se aumentou as desigualdades nas relações de trabalho. As mudanças na legislação trabalhista colocaram o trabalhador em posição de inferioridade e aumentaram as proteções ao capital.

Nós vamos continuar lutando pelos trabalhadores e denunciando tanto das situações degradante quanto às que chegam ao trabalho forçado. Há resistência para preservar a dignidade do trabalhador brasileiro.

Maria Rosângela Lopes, presidente do SINDVAS

Na Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo é oportuno que paremos para refletir nas condições degradantes a que são expostos milhares de trabalhadores brasileiros, muitos nem sequer sabem que estão nessa condição que os humilha enquanto pessoa e trabalhador. Ao se falar em situação análoga à escravidão e também em trabalho degradante é comum ouvirmos que essas práticas não existem ou que estamos aumentando a realidade ou ainda que é pura mentira.

Porém, os números afirmam o contrário e escancaram aquilo que muitos querem jogar para debaixo do tapete, entre os anos de 2003 e 2017 um total de 43.428 pessoas foram resgatas da situação análoga à escravidão em nosso país. Esses dados são do Observatório Digital do Trabalho Escravo, organizado pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho.

O número é alto e ainda mais revelador se analisarmos quem são as pessoas resgatadas: 77,28% são negros, pardos ou indígenas, 94,89% são homens e 72,56% são analfabetos ou têm até o 5° incompleto. Pessoas que estão marginalizadas, no sentido de não disporem de condições básicas de um cidadão, mas que aparecem nas estatísticas de trabalho escravo para descortinar a sociedade desigual e preconceituosa brasileira.

Proponho uma discussão mais abrangente sobre como os trabalhadores estão correndo riscos de terem um mercado de trabalho cada vez mais degradante. Não precisa ser análogo à escravidão. Mas, um mercado que trate o cidadão/trabalhador como mercadoria.

O que percebemos nos últimos meses é em nome da modernização se aumentou as desigualdades nas relações de trabalho. As mudanças na legislação trabalhista colocaram o trabalhador em posição de inferioridade e aumentaram as proteções ao capital.

Nós vamos continuar lutando pelos trabalhadores e denunciando tanto das situações degradante quanto às que chegam ao trabalho forçado. Há resistência para preservar a dignidade do trabalhador brasileiro.

Maria Rosângela Lopes, presidente do SINDVAS