José Pereira dos Santos
José Pereira dos Santos

Em todo o mundo, o poder econômico influi nas eleições. O que define se essa influência compromete o resultado eleitoral é o peso do dinheiro despejado no processo eleitoral. Os países tentam, de vários modos, reduzir essa má influência. Mas os resultados têm deixado a desejar.

A recente publicação da lista do ministro Fachin, na qual aparecem os mais altos figurões da República, denuncia a relação espúria entre política e dinheiro. E ela mostra a ingerência de só uma empresa, a Odebrecht. Fala-se que uma eventual lista dos bancos viria mostrar a influência alarmante do setor financeiro nas eleições.

Vale lembrar que a inclusão do nome de alguém na lista do ministro não significa condenação. O rito jurídico pede investigações, audiências, provas, direito de defesa, recursos etc. Até porque todos são inocentes até prova em contrário.

De todo modo, a lista de Fachin mostra que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para consolidar o regime democrático. O País precisa ampliar os mecanismos de prevenção, fiscalização e punição. E as empresas precisam adotar práticas de governança e transparência. Afinal, a Constituição define que a propriedade tem função social. Corromper políticos e influir em governos é ser antissocial.

Conjuntura - Tudo isso já seria grave. Mas o caso ganha mais gravidade num momento de profunda crise econômica, de desmoralização do sistema político e de fortes ataques do governo a direitos trabalhistas e sociais. Tudo isso aumenta a descrença dos cidadãos e reduz as oportunidades de investimentos no País, porque os capitalistas querem pôr seu dinheiro em negócios seguros e em países juridicamente estáveis.

Estamos em abril. E no final do mês, precisamente no dia 28, teremos paralisação nacional, chamada pelas Centrais Sindicais. O chamamento da greve é para defender direitos ameaçados pelas reformas da Previdência, a trabalhista e o PL que libera as terceirizações.

O sindicalismo tem um ideário histórico, como a defesa do emprego, dos direitos, o crescimento econômico e a distribuição de renda. O movimento também sempre lutou por democracia e transparência. O ato do dia 28 reforçará nossas bandeiras. Daqui até lá, temos de massificar a nossa lista, ou seja, a defesa da aposentadoria, a preservação do sindicalismo, o emprego decente ameaçado pelo PL da terceirização. Quanto mais forte a paralisação, melhor para os trabalhadores e o Brasil.

Reforma - A principal reforma, que é a política, está convenientemente esquecida pelo governo, pela situação e também pela oposição.

José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical
E-mail: pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br

 

Em todo o mundo, o poder econômico influi nas eleições. O que define se essa influência compromete o resultado eleitoral é o peso do dinheiro despejado no processo eleitoral. Os países tentam, de vários modos, reduzir essa má influência. Mas os resultados têm deixado a desejar.

A recente publicação da lista do ministro Fachin, na qual aparecem os mais altos figurões da República, denuncia a relação espúria entre política e dinheiro. E ela mostra a ingerência de só uma empresa, a Odebrecht. Fala-se que uma eventual lista dos bancos viria mostrar a influência alarmante do setor financeiro nas eleições.

Vale lembrar que a inclusão do nome de alguém na lista do ministro não significa condenação. O rito jurídico pede investigações, audiências, provas, direito de defesa, recursos etc. Até porque todos são inocentes até prova em contrário.

De todo modo, a lista de Fachin mostra que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para consolidar o regime democrático. O País precisa ampliar os mecanismos de prevenção, fiscalização e punição. E as empresas precisam adotar práticas de governança e transparência. Afinal, a Constituição define que a propriedade tem função social. Corromper políticos e influir em governos é ser antissocial.

Conjuntura - Tudo isso já seria grave. Mas o caso ganha mais gravidade num momento de profunda crise econômica, de desmoralização do sistema político e de fortes ataques do governo a direitos trabalhistas e sociais. Tudo isso aumenta a descrença dos cidadãos e reduz as oportunidades de investimentos no País, porque os capitalistas querem pôr seu dinheiro em negócios seguros e em países juridicamente estáveis.

Estamos em abril. E no final do mês, precisamente no dia 28, teremos paralisação nacional, chamada pelas Centrais Sindicais. O chamamento da greve é para defender direitos ameaçados pelas reformas da Previdência, a trabalhista e o PL que libera as terceirizações.

O sindicalismo tem um ideário histórico, como a defesa do emprego, dos direitos, o crescimento econômico e a distribuição de renda. O movimento também sempre lutou por democracia e transparência. O ato do dia 28 reforçará nossas bandeiras. Daqui até lá, temos de massificar a nossa lista, ou seja, a defesa da aposentadoria, a preservação do sindicalismo, o emprego decente ameaçado pelo PL da terceirização. Quanto mais forte a paralisação, melhor para os trabalhadores e o Brasil.

Reforma - A principal reforma, que é a política, está convenientemente esquecida pelo governo, pela situação e também pela oposição.

José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical
E-mail: pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br