Zoel Garcia Siqueira
Zoel Garcia Siqueira


Na década de 1980, fui passista da escola de samba Mocidade Amazonense, em Santos, da Unidos do Peruche, em São Paulo, e da Unidos de Viradouro, no Rio de Janeiro.

Por incrível que pareça, não gosto de carnaval, mesmo tendo sido diretor e passista de blocos carnavalescos. Porém, sou casado há mais de 25 anos com uma amante dessa festa popular e tenho que acompanhá-la.

Mas o importante, aqui, é falar sobre o desfile das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro, em razão dos temas lá abordados, especialmente pela Paraíso do Tuiuti.

A estação primeira da Mangueira e a campeã Beija Flor de Nilópolis também fizeram critica social, mas a escola do bairro de São Cristóvão deu um show, especialmente em dois momentos.

O primeiro, na ala dos patos da Fiesp, a federação das indústrias do estado de São Paulo. A outra, no carro alegórico das carteiras de trabalho, criticando a reforma aplicada no final do ano passado.

A ala dos patos manipulados foi maravilhosa. O que se passou na cabeça desses milhares de brasileiros e brasileiras que, mesmo não fazendo parte da elite econômica, foram às ruas defendê-la?

Nas praças e avenidas, com a camisa amarela da confederação brasileira de futebol, cujo presidente daquela época está preso, apoiaram o afastamento da presidenta Dilma.

Com as camisas da seleção brasileira, pediram o fim da corrupção e hoje percebem que foram usados como massa de manobra pela Fiesp, essa sim, uma entidade elitista.

Foi também um show a ala que criticou a reforma trabalhista. Os trabalhadores e trabalhadoras só perceberão o quanto perderam com a reforma quando forem buscar seus direitos na justiça.

A reforma foi benéfica somente para os grandes empresários e mais triste eu fico ao perceber que muitos sindicalistas foram também usados como ‘patos de manobra’ pela Fiesp.

Parabenizo a festa popular, em especial a Tuiuti, que mostrou ao povo como é manipulado. Os erros políticos devem ser corrigidos pelo voto e não por golpes organizados pela elite econômica.


Zoel Garcia Siqueira, diretor financeiro do Sindserv Guarujá

 


Na década de 1980, fui passista da escola de samba Mocidade Amazonense, em Santos, da Unidos do Peruche, em São Paulo, e da Unidos de Viradouro, no Rio de Janeiro.

Por incrível que pareça, não gosto de carnaval, mesmo tendo sido diretor e passista de blocos carnavalescos. Porém, sou casado há mais de 25 anos com uma amante dessa festa popular e tenho que acompanhá-la.

Mas o importante, aqui, é falar sobre o desfile das escolas do grupo especial do Rio de Janeiro, em razão dos temas lá abordados, especialmente pela Paraíso do Tuiuti.

A estação primeira da Mangueira e a campeã Beija Flor de Nilópolis também fizeram critica social, mas a escola do bairro de São Cristóvão deu um show, especialmente em dois momentos.

O primeiro, na ala dos patos da Fiesp, a federação das indústrias do estado de São Paulo. A outra, no carro alegórico das carteiras de trabalho, criticando a reforma aplicada no final do ano passado.

A ala dos patos manipulados foi maravilhosa. O que se passou na cabeça desses milhares de brasileiros e brasileiras que, mesmo não fazendo parte da elite econômica, foram às ruas defendê-la?

Nas praças e avenidas, com a camisa amarela da confederação brasileira de futebol, cujo presidente daquela época está preso, apoiaram o afastamento da presidenta Dilma.

Com as camisas da seleção brasileira, pediram o fim da corrupção e hoje percebem que foram usados como massa de manobra pela Fiesp, essa sim, uma entidade elitista.

Foi também um show a ala que criticou a reforma trabalhista. Os trabalhadores e trabalhadoras só perceberão o quanto perderam com a reforma quando forem buscar seus direitos na justiça.

A reforma foi benéfica somente para os grandes empresários e mais triste eu fico ao perceber que muitos sindicalistas foram também usados como ‘patos de manobra’ pela Fiesp.

Parabenizo a festa popular, em especial a Tuiuti, que mostrou ao povo como é manipulado. Os erros políticos devem ser corrigidos pelo voto e não por golpes organizados pela elite econômica.


Zoel Garcia Siqueira, diretor financeiro do Sindserv Guarujá