Pedro Lima
Pedro Lima

Com o fim do carnaval, nossos “ilustres” paramentares, enfim, voltam ao trabalho e na pauta, já para esses primeiros dias, volta à tona a “famigerada” reforma da Previdência Social. E enquanto o Governo corre para “comprar” deputados e senadores, esbanjando dinheiro público, para saírem favoráveis às mudanças que pretende implantar cabe a nós, sindicalistas, verdadeiros e fiéis representantes das classes trabalhadoras desse País, lutarmos contra sua aprovação. Afinal, o que está em jogo não é o que o governo diz, ou seja: evitar um rombo gigantesco nas finanças públicas, o que é questionável pois os números levantados por outras fontes, mostram o contrário. O que está em jogo de fato, é a vida do trabalhador e da trabalhadora no final do seu desempenho como profissional no mercado de trabalho.

Antes de apresentarmos e comentarmos os números apurados por diversos organismos renomados no país, e até pela CPI Parlamentar, que investigou a real situação da Previdência Social brasileira, convém aqui ressaltar uma injustiça sem tamanho: a proposta de reforma, do presidente Temer, que está para ser apreciada  primeiro pela Câmara Federal, depois pelo Senado da República, deixa de fora segmentos importantíssimos de nossa sociedade. Ou seja, ela ignora qualquer mudança no judiciário, no legislativo (vereadores, deputados estaduais, federais e senadores), ministros e etc. A reforma cria uma casta privilegiada, imexível. Muda (arrebenta) apenas para os trabalhadores em geral, trabalhadores rurais, servidores públicos e até os segurados do INSS.

Então, como pode uma reforma penalizar apenas os trabalhadores em geral e deixar de lado algumas categorias que recebem vultuosos salários, mantendo inclusive inúmeras vantagens e privilégios?

Também como pode o Governo querer tirar do lombo do trabalhador (a), vultuosas somas anuais para manter esses e outros privilégios quando deixou de arrecadar, só no ano passado por exemplo, R$ 57,7 bilhões com isenções e renúncias fiscais. As investigações apontam também que o Governo esconde que deixa de cobrar R$ 427,73 bilhões dos grandes devedores da Previdência e que distribui benefícios tributários para grupos econômicos privilegiados.

Por meio da MP 795/17, o Governo abriu mão, até 2040, de R$ 980 bilhões em favor das petrolíferas, valor maior que o dobro dos R$ 476 bilhões que o Governo pretende economizar coma Reforma da Previdência. Esses dados e informações são verídicos, são reais.

Caem por terra, portanto, qualquer argumentação de que sem a reforma não haverá dinheiro para a saúde ou educação. Mentira!
Nós, da Fetracom-MS, do movimento sindical de Mato Grosso do Sul e do Brasil somos conscientes dessas verdades que o Governo tenta a todo custo esconder. Por conta disso lutamos de todas as formas para impedir que essa reforma passe e penalize ainda mais a vida dos trabalhadores. Precisamos também da conscientização das pessoas, do cidadão e cidadã de todas as cidades e estados, para que se inteirem dessa ameaça e somem forças conosco nessa luta, antes que seja tarde demais.

Pelos danos que a reforma previdenciária poderia provocar ao trabalhador, lutamos com todas as nossas forças e meios. Ela não pode ser aprovada assim, em detrimento da maioria dos trabalhadores, mantendo alguns setores privilegiados com todas as regalias e mordomias.

E em qualquer desses segmentos privilegiados que entrarmos a fundo nos depararemos com uma infinidade de benesses que o bom senso repudiaria, como, repito, os vultuosos salários no legislativo e no Judiciário por exemplo. Além de recebimentos mensais superiores a 30, 40, 60 salários mínimos por apenas um indivíduo nesses poderes, encontramos verdadeiros absurdos pagos a título de auxílio isso, auxílio aquilo... que elevam ainda mais suas remunerações, enquanto salário mínimo estabelecido pelo próprio governo, teve um aumento de R$ 18,00 este ano.

O Brasil precisa mesmo de uma grande reforma, mas não da Previdência, uma reforma moral e ética nos poderes e, com certeza cobraremos isso nas urnas em outubro deste ano.
Todos contra a reforma da Previdência!


Pedro Lima, presidente da Fetracom-MS, filiado à Força Sindical

Com o fim do carnaval, nossos “ilustres” paramentares, enfim, voltam ao trabalho e na pauta, já para esses primeiros dias, volta à tona a “famigerada” reforma da Previdência Social. E enquanto o Governo corre para “comprar” deputados e senadores, esbanjando dinheiro público, para saírem favoráveis às mudanças que pretende implantar cabe a nós, sindicalistas, verdadeiros e fiéis representantes das classes trabalhadoras desse País, lutarmos contra sua aprovação. Afinal, o que está em jogo não é o que o governo diz, ou seja: evitar um rombo gigantesco nas finanças públicas, o que é questionável pois os números levantados por outras fontes, mostram o contrário. O que está em jogo de fato, é a vida do trabalhador e da trabalhadora no final do seu desempenho como profissional no mercado de trabalho.

Antes de apresentarmos e comentarmos os números apurados por diversos organismos renomados no país, e até pela CPI Parlamentar, que investigou a real situação da Previdência Social brasileira, convém aqui ressaltar uma injustiça sem tamanho: a proposta de reforma, do presidente Temer, que está para ser apreciada  primeiro pela Câmara Federal, depois pelo Senado da República, deixa de fora segmentos importantíssimos de nossa sociedade. Ou seja, ela ignora qualquer mudança no judiciário, no legislativo (vereadores, deputados estaduais, federais e senadores), ministros e etc. A reforma cria uma casta privilegiada, imexível. Muda (arrebenta) apenas para os trabalhadores em geral, trabalhadores rurais, servidores públicos e até os segurados do INSS.

Então, como pode uma reforma penalizar apenas os trabalhadores em geral e deixar de lado algumas categorias que recebem vultuosos salários, mantendo inclusive inúmeras vantagens e privilégios?

Também como pode o Governo querer tirar do lombo do trabalhador (a), vultuosas somas anuais para manter esses e outros privilégios quando deixou de arrecadar, só no ano passado por exemplo, R$ 57,7 bilhões com isenções e renúncias fiscais. As investigações apontam também que o Governo esconde que deixa de cobrar R$ 427,73 bilhões dos grandes devedores da Previdência e que distribui benefícios tributários para grupos econômicos privilegiados.

Por meio da MP 795/17, o Governo abriu mão, até 2040, de R$ 980 bilhões em favor das petrolíferas, valor maior que o dobro dos R$ 476 bilhões que o Governo pretende economizar coma Reforma da Previdência. Esses dados e informações são verídicos, são reais.

Caem por terra, portanto, qualquer argumentação de que sem a reforma não haverá dinheiro para a saúde ou educação. Mentira!
Nós, da Fetracom-MS, do movimento sindical de Mato Grosso do Sul e do Brasil somos conscientes dessas verdades que o Governo tenta a todo custo esconder. Por conta disso lutamos de todas as formas para impedir que essa reforma passe e penalize ainda mais a vida dos trabalhadores. Precisamos também da conscientização das pessoas, do cidadão e cidadã de todas as cidades e estados, para que se inteirem dessa ameaça e somem forças conosco nessa luta, antes que seja tarde demais.

Pelos danos que a reforma previdenciária poderia provocar ao trabalhador, lutamos com todas as nossas forças e meios. Ela não pode ser aprovada assim, em detrimento da maioria dos trabalhadores, mantendo alguns setores privilegiados com todas as regalias e mordomias.

E em qualquer desses segmentos privilegiados que entrarmos a fundo nos depararemos com uma infinidade de benesses que o bom senso repudiaria, como, repito, os vultuosos salários no legislativo e no Judiciário por exemplo. Além de recebimentos mensais superiores a 30, 40, 60 salários mínimos por apenas um indivíduo nesses poderes, encontramos verdadeiros absurdos pagos a título de auxílio isso, auxílio aquilo... que elevam ainda mais suas remunerações, enquanto salário mínimo estabelecido pelo próprio governo, teve um aumento de R$ 18,00 este ano.

O Brasil precisa mesmo de uma grande reforma, mas não da Previdência, uma reforma moral e ética nos poderes e, com certeza cobraremos isso nas urnas em outubro deste ano.
Todos contra a reforma da Previdência!


Pedro Lima, presidente da Fetracom-MS, filiado à Força Sindical