José Pereira dos Santos
José Pereira dos Santos

Não é fácil organizar os trabalhadores na base. Além das dificuldades concretas, próprias da vida real dos segmentos mais pobres da população, o trabalhador sofre muitas pressões no ambiente de trabalho.

Também não é fácil unir e mobilizar as direções sindicais. Os dirigentes tendem a concentrar seus esforços nos interesses específicos das suas categorias. Muitos também têm formação política própria e atuam conforme a visão de mundo e a análise que fazem do momento nacional.

Ainda assim, devemos persistir na organização das bases trabalhadoras e na unidade das cúpulas sindicais. A combinação dessas duas iniciativas é que torna o sindicalismo mais representativo, mais forte e com maior poder de ação junto à classe patronal e o poder político.

Este ano, tivemos vários momentos em que esses dois movimentos - com as bases e as direções – caminharam no mesmo sentido. Cito o principal deles, que foi a greve geral em 28 de abril, contra as reformas neoliberais e em defesa dos direitos. Naquela data, houve união das direções e forte mobilização nas bases.

O ano de 2017 foi de acertos e erros para o sindicalismo. Mais acertos. Felizmente, chegamos ao último mês do ano com mais uma ação unitária e de peso. Dia 5, terça, 12 Sindicatos, ligados a cinco Centrais, promoveram manifestação junto à agência da Previdência em Guarulhos para mostrar nossa contrariedade com a reforma proposta pelo governo federal.

Quando se observa com cuidado a grave situação nacional, fica claro que os setores organizados não podem mais se omitir. Cada segmento social deve se manifestar, expor seu ponto de vista e, legitimamente, defender seus interesses. É essa mobilização que criará condições para o debate e o diálogo, que são essenciais na democracia.

Estamos às vésperas de um ano eleitoral decisivo para a Nação. Esperamos que a Constituição seja respeitada, que ocorram eleições limpas e que os setores sociais possam se posicionar. O sindicalismo, embora duramente atacado pelo governo, não se omitirá. Ações com a greve geral do 28 de abril e o recente protesto junto ao INSS mostram nossa força, representatividade e responsabilidade perante os destinos do País.

O sindicalismo de Guarulhos não quer guiar ninguém. Mas penso que reunimos experiência, maturidade e unidade capazes de orientar outros setores da sociedade ou do próprio movimento sindical.
 


José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical
E-mail: pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br

 

Não é fácil organizar os trabalhadores na base. Além das dificuldades concretas, próprias da vida real dos segmentos mais pobres da população, o trabalhador sofre muitas pressões no ambiente de trabalho.

Também não é fácil unir e mobilizar as direções sindicais. Os dirigentes tendem a concentrar seus esforços nos interesses específicos das suas categorias. Muitos também têm formação política própria e atuam conforme a visão de mundo e a análise que fazem do momento nacional.

Ainda assim, devemos persistir na organização das bases trabalhadoras e na unidade das cúpulas sindicais. A combinação dessas duas iniciativas é que torna o sindicalismo mais representativo, mais forte e com maior poder de ação junto à classe patronal e o poder político.

Este ano, tivemos vários momentos em que esses dois movimentos - com as bases e as direções – caminharam no mesmo sentido. Cito o principal deles, que foi a greve geral em 28 de abril, contra as reformas neoliberais e em defesa dos direitos. Naquela data, houve união das direções e forte mobilização nas bases.

O ano de 2017 foi de acertos e erros para o sindicalismo. Mais acertos. Felizmente, chegamos ao último mês do ano com mais uma ação unitária e de peso. Dia 5, terça, 12 Sindicatos, ligados a cinco Centrais, promoveram manifestação junto à agência da Previdência em Guarulhos para mostrar nossa contrariedade com a reforma proposta pelo governo federal.

Quando se observa com cuidado a grave situação nacional, fica claro que os setores organizados não podem mais se omitir. Cada segmento social deve se manifestar, expor seu ponto de vista e, legitimamente, defender seus interesses. É essa mobilização que criará condições para o debate e o diálogo, que são essenciais na democracia.

Estamos às vésperas de um ano eleitoral decisivo para a Nação. Esperamos que a Constituição seja respeitada, que ocorram eleições limpas e que os setores sociais possam se posicionar. O sindicalismo, embora duramente atacado pelo governo, não se omitirá. Ações com a greve geral do 28 de abril e o recente protesto junto ao INSS mostram nossa força, representatividade e responsabilidade perante os destinos do País.

O sindicalismo de Guarulhos não quer guiar ninguém. Mas penso que reunimos experiência, maturidade e unidade capazes de orientar outros setores da sociedade ou do próprio movimento sindical.
 


José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região
e secretário nacional de Formação Sindical da Força Sindical
E-mail: pereira@metalurgico.org.br
Facebook: www.facebook.com/PereiraMetalurgico
Blog: www.pereirametalurgico.blogspot.com.br