João Carlos Gonçalves, (Juruna)
João Carlos Gonçalves, (Juruna)

Não bastasse a sequência de equívocos do Copom, em, durante longo período, elevar os juros a patamares proibitivos para depois mantê-los por tempos em mais de 14% a. a. e, nos últimos meses, começar a reduzi-los levemente, agora os tecnocratas do governo, demonstrando sua total insensibilidade social, decidem reduzir R$ 4,00 da previsão do salário mínimo para 2018, passando-a de R$ 969,00 para R$ 965,00. Pode até parecer uma redução pequena, mas ela representa bilhões de reais a menos na economia, impedindo uma retomada mais rápida do nosso desenvolvimento econômico.

Até parece que eles se esquecem de que valorizar o salário mínimo representa contribuir para uma distribuição mais justa de renda, aumentar a produção e o consumo, fortalecendo o mercado interno, gerando emprego, fazendo girar, enfim, a roda da economia, promovendo o crescimento e o desenvolvimento do País. Sem contar que favorece, principalmente, a camada menos favorecida da sociedade.

Lembramos que, em 2006, a Força Sindical, as demais centrais sindicais e o então presidente Lula fecharam um acordo de valorização do salário mínimo, ajudando a diminuir a pobreza em nosso País. O acordo, apesar de seu cálculo bastante simples – reposição da inflação do período mais o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores (antes, apenas a reposição da inflação era considerada) –, só trouxe benefícios para milhões de trabalhadores brasileiros e representou um divisor de águas que acabou se tornando uma das melhores, mais importantes e exitosas políticas de distribuição de renda de todo o mundo.

Até quando a classe trabalhadora seguirá arcando com todo o ônus dos erros que ela própria não cometeu? Garantir um salário mínimo decente, capaz de suprir as necessidades básicas das famílias brasileiras, dinamiza a economia e o mercado de trabalho, além de valorizar o trabalhador e favorecer as condições de saúde, educação e do consumo dos mais pobres.

Vamos manter nossa unidade de ação em busca do Brasil que almejamos! Não podemos, e não vamos, esmorecer!

João Carlos Gonçalves (Juruna) é Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo
 

Não bastasse a sequência de equívocos do Copom, em, durante longo período, elevar os juros a patamares proibitivos para depois mantê-los por tempos em mais de 14% a. a. e, nos últimos meses, começar a reduzi-los levemente, agora os tecnocratas do governo, demonstrando sua total insensibilidade social, decidem reduzir R$ 4,00 da previsão do salário mínimo para 2018, passando-a de R$ 969,00 para R$ 965,00. Pode até parecer uma redução pequena, mas ela representa bilhões de reais a menos na economia, impedindo uma retomada mais rápida do nosso desenvolvimento econômico.

Até parece que eles se esquecem de que valorizar o salário mínimo representa contribuir para uma distribuição mais justa de renda, aumentar a produção e o consumo, fortalecendo o mercado interno, gerando emprego, fazendo girar, enfim, a roda da economia, promovendo o crescimento e o desenvolvimento do País. Sem contar que favorece, principalmente, a camada menos favorecida da sociedade.

Lembramos que, em 2006, a Força Sindical, as demais centrais sindicais e o então presidente Lula fecharam um acordo de valorização do salário mínimo, ajudando a diminuir a pobreza em nosso País. O acordo, apesar de seu cálculo bastante simples – reposição da inflação do período mais o PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos anteriores (antes, apenas a reposição da inflação era considerada) –, só trouxe benefícios para milhões de trabalhadores brasileiros e representou um divisor de águas que acabou se tornando uma das melhores, mais importantes e exitosas políticas de distribuição de renda de todo o mundo.

Até quando a classe trabalhadora seguirá arcando com todo o ônus dos erros que ela própria não cometeu? Garantir um salário mínimo decente, capaz de suprir as necessidades básicas das famílias brasileiras, dinamiza a economia e o mercado de trabalho, além de valorizar o trabalhador e favorecer as condições de saúde, educação e do consumo dos mais pobres.

Vamos manter nossa unidade de ação em busca do Brasil que almejamos! Não podemos, e não vamos, esmorecer!

João Carlos Gonçalves (Juruna) é Secretário-geral da Força Sindical e vice-presidente dos Metalúrgicos de São Paulo