Francisco Quintino
Francisco Quintino

O tempo passa, mas não adianta, os racistas não se emendam, continuam praticando discriminações e preconceitos. Fingem civilidade com os negros, contudo não suportam a convivência com a diferença da cor da pele. De repente, num instante qualquer, o caráter do racista evidencia a essência do comportamento habitual.

Desta vez, nesse mês da Consciência Negra, a imprudência é do jornalista William Waack, do Jornal da Globo, que num vídeo verbaliza seu racismo, displicente e tão comum, como se estivesse em círculos confidenciais.

Sim, William, é coisa de preto!

Viver por cerca de 350 anos no regime da escravidão no Brasil e, mesmo após a libertação dos escravos, continua sendo coisa de preto permanecer na base da pirâmide social;

Ser preterido pela falta de oportunidades dificultando a valorização socioeconômica, restringindo acessos na sociedade e mercado de trabalho;

Conseguir emprego e, na maioria das vezes, atuar nas piores funções profissionais, obtendo os piores salários, sendo a mulher negra maior vítima de todo esse conjunto de adversidades;

Lutar em dobro, se difícil para todos, para o negro é muito mais difícil, tem de enfrentar discriminações e superar o racismo do cotidiano;

Ter reconhecimento profissional, ter sucesso, dinheiro, ser economicamente bem-sucedido, no entanto socialmente alocado, num convívio superficial.   

Não importa a origem ideológica, de esquerda, centro ou de direita. Golpista ou não, racista é racista.
Uns são politicamente corretos, outros francos, e há os que tentam apenas disfarçar. Mas é tarefa difícil, não conseguem!

William, o Jornal da Globo está terminando. Boa noite.

Francisco Quintino,
Presidente do Sindicato dos Químicos de Rio Claro,
Presidente do INSPIR pela Força Sindical (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial) e coordenador do departamento de promoção da igualdade racial da FEQUIMFAR


 

O tempo passa, mas não adianta, os racistas não se emendam, continuam praticando discriminações e preconceitos. Fingem civilidade com os negros, contudo não suportam a convivência com a diferença da cor da pele. De repente, num instante qualquer, o caráter do racista evidencia a essência do comportamento habitual.

Desta vez, nesse mês da Consciência Negra, a imprudência é do jornalista William Waack, do Jornal da Globo, que num vídeo verbaliza seu racismo, displicente e tão comum, como se estivesse em círculos confidenciais.

Sim, William, é coisa de preto!

Viver por cerca de 350 anos no regime da escravidão no Brasil e, mesmo após a libertação dos escravos, continua sendo coisa de preto permanecer na base da pirâmide social;

Ser preterido pela falta de oportunidades dificultando a valorização socioeconômica, restringindo acessos na sociedade e mercado de trabalho;

Conseguir emprego e, na maioria das vezes, atuar nas piores funções profissionais, obtendo os piores salários, sendo a mulher negra maior vítima de todo esse conjunto de adversidades;

Lutar em dobro, se difícil para todos, para o negro é muito mais difícil, tem de enfrentar discriminações e superar o racismo do cotidiano;

Ter reconhecimento profissional, ter sucesso, dinheiro, ser economicamente bem-sucedido, no entanto socialmente alocado, num convívio superficial.   

Não importa a origem ideológica, de esquerda, centro ou de direita. Golpista ou não, racista é racista.
Uns são politicamente corretos, outros francos, e há os que tentam apenas disfarçar. Mas é tarefa difícil, não conseguem!

William, o Jornal da Globo está terminando. Boa noite.

Francisco Quintino,
Presidente do Sindicato dos Químicos de Rio Claro,
Presidente do INSPIR pela Força Sindical (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial) e coordenador do departamento de promoção da igualdade racial da FEQUIMFAR