Para isto são necessários investimento e fiscalização dos gastos
Sara SantanaCrédito: Força Sindical

A Educação de qualidade é uma bandeira da Força. Nesta entrevista, a nova secretária nacional de Educação da Central, Sara Santana, fala sobre o tema.

1. Força Sindical – Qual é a política para a Educação que a Central defende?

       Sara – Defendemos uma Educação pública, gratuita e de qualidade para todas as pessoas.

2. Força Sindical – Como pode conseguir isto?

Sara – A Educação é um direito de todos. A Constituição garante isto. Então, a gente tem de garantir que todas as pessoas tenham acesso e condições de permanecer estudando. Como garantimos isto? Com investimento. Precisa ter recurso para garantir Educação de qualidade. Não dá para falar em Educação se não falar de recurso.

3. Força Sindical – Normalmente a gente fala de recursos mas, às vezes, temos a impressão de que os recursos destinados à Educação não são bem gastos, ou seja, o setor não gasta bem o dinheiro que tem. Por exemplo, o dinheiro não chega à sala de aula aonde precisa. Esta é a impressão de vocês também?

Sara –  É a questão da gestão dos recursos públicos. É preciso que ela seja fiscalizada. O governo tem a responsabilidade de atender as crianças com qualidade, dar garantia e valorização para os profissionais, ter estrutura, ter os insumos necessários para atender. Então muito se perde, e quando chega  na escola realmente não tem. É preciso fiscalizar.

4. Força Sindical – E quem fiscalizaria?

         Sara – A sociedade. A sociedade precisa ocupar esse espaço, fiscalizar. Não é só eleger o candidato e deixar que ele trabalhe sozinho. É preciso fiscalizar para ver se eles estão cumprindo os programas, os projetos de governo, os planos de educação.

5. Força Sindical – Vocês também defendem melhores salários para os professores e profissionais de Educação?

Sara – Com certeza. Precisamos valorizar porque como trabalhar com uma criança se o profissional não é bem remunerado, não tem um plano de carreira que garanta que ele possa atuar com um emprego só. Os profissionais que fazem a alimentação precisam ter formação para atender bem as crianças.

 

6. Força Sindical – Recentemente têm surgido denúncias de agressão de alunos contra professores. O que pode ser feito para acabar com esta guerra?

Sara – A gente precisa verificar os problemas. Hoje temos salas superlotadas, profissionais mal remuneradas, poucos profissionais atuando, as famílias que sofrem com o desemprego.  Não é ter somente a sala de aula, mas também ter saúde, que as crianças tenham atendidas suas necessidades. Não podemos falar só na agressão à pessoa da professora. Ela ali representa o Estado que está oprimindo aquela criança. Não podemos pensar somente que o aluno cometeu uma agressão contra a professora, mas toda agressão do Estado para com este aluno. Todo direito dele também está sendo negado.

 

 

Sara SantanaCrédito: Força Sindical

A Educação de qualidade é uma bandeira da Força. Nesta entrevista, a nova secretária nacional de Educação da Central, Sara Santana, fala sobre o tema.

1. Força Sindical – Qual é a política para a Educação que a Central defende?

       Sara – Defendemos uma Educação pública, gratuita e de qualidade para todas as pessoas.

2. Força Sindical – Como pode conseguir isto?

Sara – A Educação é um direito de todos. A Constituição garante isto. Então, a gente tem de garantir que todas as pessoas tenham acesso e condições de permanecer estudando. Como garantimos isto? Com investimento. Precisa ter recurso para garantir Educação de qualidade. Não dá para falar em Educação se não falar de recurso.

3. Força Sindical – Normalmente a gente fala de recursos mas, às vezes, temos a impressão de que os recursos destinados à Educação não são bem gastos, ou seja, o setor não gasta bem o dinheiro que tem. Por exemplo, o dinheiro não chega à sala de aula aonde precisa. Esta é a impressão de vocês também?

Sara –  É a questão da gestão dos recursos públicos. É preciso que ela seja fiscalizada. O governo tem a responsabilidade de atender as crianças com qualidade, dar garantia e valorização para os profissionais, ter estrutura, ter os insumos necessários para atender. Então muito se perde, e quando chega  na escola realmente não tem. É preciso fiscalizar.

4. Força Sindical – E quem fiscalizaria?

         Sara – A sociedade. A sociedade precisa ocupar esse espaço, fiscalizar. Não é só eleger o candidato e deixar que ele trabalhe sozinho. É preciso fiscalizar para ver se eles estão cumprindo os programas, os projetos de governo, os planos de educação.

5. Força Sindical – Vocês também defendem melhores salários para os professores e profissionais de Educação?

Sara – Com certeza. Precisamos valorizar porque como trabalhar com uma criança se o profissional não é bem remunerado, não tem um plano de carreira que garanta que ele possa atuar com um emprego só. Os profissionais que fazem a alimentação precisam ter formação para atender bem as crianças.

 

6. Força Sindical – Recentemente têm surgido denúncias de agressão de alunos contra professores. O que pode ser feito para acabar com esta guerra?

Sara – A gente precisa verificar os problemas. Hoje temos salas superlotadas, profissionais mal remuneradas, poucos profissionais atuando, as famílias que sofrem com o desemprego.  Não é ter somente a sala de aula, mas também ter saúde, que as crianças tenham atendidas suas necessidades. Não podemos falar só na agressão à pessoa da professora. Ela ali representa o Estado que está oprimindo aquela criança. Não podemos pensar somente que o aluno cometeu uma agressão contra a professora, mas toda agressão do Estado para com este aluno. Todo direito dele também está sendo negado.