BELO HORIZONTE/MG – Lideranças do movimento social ocuparam a Praça Sete, tradicional ponto de protestos e de encontro na Capital mineira, no Dia Nacional de Luta (05/12), para demonstrar contrariedade ao projeto da reforma da Previdência, que o Governo Temer insiste em aprovar ainda em 2017.
ato contra reforma da Previdência - 05 de dezembroCrédito: Arquivo

Junto a sindicalista de diversas categorias profissionais, Vandeir Messias, presidente da Força Minas, conclamou os brasileiros a resistir contra os males causados pelo Governo Temer, ao aprovar a terceirização indiscriminada, impor limites aos gastos públicos nas áreas sociais e atacar os direitos sociais nas reformas trabalhista e previdenciária.

O sindicalista não vê razão na atitude governista de culpar os servidores públicos pelas distorções nas contas da Previdência, quando acusa esses trabalhadores de “ganhar salários de marajás”. Ao contrário – afirma o líder da Força -, sobra dedicação aos funcionários públicos, que atendem a população, mesmo sem contar com estrutura condizente nas repartições em que atuam.

COLOCAR OS POLÍTICOS NO DEVIDO LUGAR

O presidente da Força Minas fez a defesa de uma efetiva reforma política, “que coloque os políticos no devido lugar e que livre o Brasil da corrupção, ao invés de medidas impopulares, como a reforma trabalhista e, agora, a restrição à aposentadoria que virá com a reforma previdenciária”. Na visão de Messias, o que vem acontecendo é o predomínio de uma minoria sobre a vontade da maioria dos brasileiros, como ocorria no período da ditadura militar.

Cosme Jesus da Cunha, Secretário dos Aposentados da Força Minas e presidente do Sindicato dos Aposentados mineiros acusou o governo de começar o processo de privatização da Previdência, para entregar o setor para o setor financeiro, que tem na reforma uma oportunidade de lucrar sem precedentes.

Gabriel Pereira, presidente da Delegacia Sindical do Sindifisco Nacional (DS-BH), condenou a proposta que altera as regras da Previdência Social e  restringe o programa de seguro público, que oferece proteção contra diversos riscos econômicos, a perda de rendimentos devido à doença, velhice ou desemprego.

DONOS DA REFORMA, BANCOS SÓ QUEREM LUCRAR

O auditor fiscal da Receita Federal declarou que os próximos dias são decisivos para que os trabalhadores tenham direito à aposentadoria e que esse é o momento de fazer pressão sobre os parlamentares para que não aprovem a Proposta de Emeda Constitucional (PEC 287/2016). O relatório da CPI da Previdência foi citado por Pereira como prova de que não existe saldo negativo nas contas previdenciárias, ao contrário das propagandas mentirosas do governo e aliados, que insistem em apresentar números fora da realidade.

Também foi refutada pelo presidente da DS-BH a tentativa de ver nos servidores públicos uma culpa que eles não têm, por não receber salários com base em privilégios. Ele vê como pano de fundo o interesse dos bancos na previdência complementar dos servidores, os chamados fundos de pensão, que poderão ser administrados por bancos privados, caso a reforma seja aprovada. As instituições bancárias, que encomendaram a reforma, já prepararam produtos de previdência privada para o serviço público e estão cobrando do governo agilidade na providência.

ato contra reforma da Previdência - 05 de dezembroCrédito: Arquivo

Junto a sindicalista de diversas categorias profissionais, Vandeir Messias, presidente da Força Minas, conclamou os brasileiros a resistir contra os males causados pelo Governo Temer, ao aprovar a terceirização indiscriminada, impor limites aos gastos públicos nas áreas sociais e atacar os direitos sociais nas reformas trabalhista e previdenciária.

O sindicalista não vê razão na atitude governista de culpar os servidores públicos pelas distorções nas contas da Previdência, quando acusa esses trabalhadores de “ganhar salários de marajás”. Ao contrário – afirma o líder da Força -, sobra dedicação aos funcionários públicos, que atendem a população, mesmo sem contar com estrutura condizente nas repartições em que atuam.

COLOCAR OS POLÍTICOS NO DEVIDO LUGAR

O presidente da Força Minas fez a defesa de uma efetiva reforma política, “que coloque os políticos no devido lugar e que livre o Brasil da corrupção, ao invés de medidas impopulares, como a reforma trabalhista e, agora, a restrição à aposentadoria que virá com a reforma previdenciária”. Na visão de Messias, o que vem acontecendo é o predomínio de uma minoria sobre a vontade da maioria dos brasileiros, como ocorria no período da ditadura militar.

Cosme Jesus da Cunha, Secretário dos Aposentados da Força Minas e presidente do Sindicato dos Aposentados mineiros acusou o governo de começar o processo de privatização da Previdência, para entregar o setor para o setor financeiro, que tem na reforma uma oportunidade de lucrar sem precedentes.

Gabriel Pereira, presidente da Delegacia Sindical do Sindifisco Nacional (DS-BH), condenou a proposta que altera as regras da Previdência Social e  restringe o programa de seguro público, que oferece proteção contra diversos riscos econômicos, a perda de rendimentos devido à doença, velhice ou desemprego.

DONOS DA REFORMA, BANCOS SÓ QUEREM LUCRAR

O auditor fiscal da Receita Federal declarou que os próximos dias são decisivos para que os trabalhadores tenham direito à aposentadoria e que esse é o momento de fazer pressão sobre os parlamentares para que não aprovem a Proposta de Emeda Constitucional (PEC 287/2016). O relatório da CPI da Previdência foi citado por Pereira como prova de que não existe saldo negativo nas contas previdenciárias, ao contrário das propagandas mentirosas do governo e aliados, que insistem em apresentar números fora da realidade.

Também foi refutada pelo presidente da DS-BH a tentativa de ver nos servidores públicos uma culpa que eles não têm, por não receber salários com base em privilégios. Ele vê como pano de fundo o interesse dos bancos na previdência complementar dos servidores, os chamados fundos de pensão, que poderão ser administrados por bancos privados, caso a reforma seja aprovada. As instituições bancárias, que encomendaram a reforma, já prepararam produtos de previdência privada para o serviço público e estão cobrando do governo agilidade na providência.