Após seis dias de paralisação, os 4 mil metalúrgicos da montadora Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) aprovaram a proposta de reajuste salarial da empresa e voltaram ao trabalho. No fim da noite de segunda-feira, os trabalhadores aprovaram proposta de aumento de 11,01% (o mesmo obtido pelos metalúrgicos do ABC), com ganho real de 3,6%, com abono de R$ 2 mil - os trabalhadores do ABC conseguiram abono de R$ 1.450.
"Tivemos contra nós a redução nas vendas de veículos em agosto, o que dificultou a negociação", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka.
Ele observou que os ganhos foram superiores aos obtidos no ano passado, de 2,5% de aumento real e abono de R$ 700, e espera que o acordo estimule outras categorias do país a se mobilizarem para obter ganhos mais robustos. Nos seis dias de paralisação, a Volkswagen deixou de produzir 5,1 mil veículos. Essa produção, segundo Butka, será recuperada nas próximas semanas com horas extras que os trabalhadores farão, recebendo como hora normal de trabalho.
Em São Paulo, as empresas do setor de autopeças, representadas pelo Sindipeças, pediram prazo até esta quarta-feira para formularem nova proposta de reajuste. Na sexta-feira, os metalúrgicos aprovaram aviso de greve após rejeitar a proposta de reajuste de 8,8%, com ganho real de 1,5%. As categorias de máquinas e eletroeletrônicos ainda não receberam proposta das empresas, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. (CB)
| < Anterior | Próximo > |
|---|




