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Brasil: balanço da década
Fazenda quer 10 anos para pagar a aposentado
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Tragédia social mostra a face
30/06/2004
@ 09:46
Na mesma década em que vimos diminuir a próximo de zero os índices de inflação vimos também estourarem os números da desigualdade social.
O emprego foi o grande perdedor da década. Apenas entre 1995 e 2002, cerca de 2,6 milhões de vagas foram fechadas. Para reabsover essas pessoas, os economistas prevêem que serão necessários seis anos e meio de crescimento do PIB a uma taxa média de 3,5%, bem abaixo da média da década. De 94 a 97, o desemprego estava na faixa de 5%, subiu para 7,6% em 98 ficou assim até 2002, segundo o IBGE. A partir de 2003, a taxa chegou aos 12%.
O rendimento médio mensal real do trabalhador (R$ 547) era um dos mais baixos do mundo no início do Real. Em 2002, o rendimento médio era R$ 636, que além de mantê-lo entre os piores do mundo, ainda equivale a uma queda de rendimento real se considerarmos a inflação. em São Paulo, foi de 33%
No começo do Real, os 50% mais pobres ficaram com 13,3% do total de rendimentos do país, enquanto o 1% mais rico detinha 13,4%. Em 2002, esses percentuais foram de 14,4% e de 13,5%, respectivamente, mostrando que o quadro de desigualdade não variou.
Do outro lado, os vencedores foram os bancos. Enquanto o setor produtivo elevou o lucro em 135% na década, o lucro bancário ficou em 1.039%.
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