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Geral
Cesta básica sobe em quinze capitais. Em São Paulo, aumento atinge 15,11% em relação a 2003
1/09/2004
@ 14:57
Do DIEESE
O aumento no preço do tomate foi determinante para o comportamento do custo do conjunto de gêneros alimentícios essenciais em agosto, segundo apurou o DIEESE – Departamento de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos.
Dentre as dezesseis capitais onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, o único recuo ocorreu em Fortaleza (-3,11%), também a única localidade onde o custo do tomate diminuiu. As maiores elevações foram apuradas em Aracaju (8,52%); Natal (8,27%); Florianópolis (8,07%) e Vitória (7,59%), enquanto as altas menos expressivas verificaram-se em Goiânia (2,35%) e Brasília (2,61%). Em julho, o comportamento altista havia se registrado em seis capitais e, em agosto de 2003, a cesta caiu em quinze cidades, com a maior retração verificada em Recife (-9,30%).
O custo mais elevado para o conjunto de produtos alimentícios de primeira necessidade continuou a ser registrado em Porto Alegre (R$ 189,99). Também merecem destaque os valores verificados em São Paulo (R$ 182,26), Rio de Janeiro (R$ 178,81), Belo Horizonte (R$ 176,21), Florianópolis (R$ 175,64) e Curitiba (R$ 171,95). Os menores custos ocorreram em Fortaleza (R$ 139,70), Salvador (R$ 140,48) e Recife (R$ 147,03).
O custo da cesta de alimentos básicos, na capital paulista, foi de R$ 182,26, em agosto, o que representa uma alta de 4,78% em relação ao mês anterior. Nos oito primeiros meses deste ano, a elevação chega a 10,60%, e em comparação com agosto de 2003, o aumento atinge 15,11%.
Salário mínimo
Com base no custo registrado na capital com a cesta mais cara – em agosto, Porto Alegre – e levando em consideração o dispositivo constitucional que estabelece que o salário mínimo deve suprir as necessidades de uma família com alimentação, educação, moradia, vestuário, higiene, transportes, saúde, lazer e previdência social – o DIEESE estima, mensalmente, o valor que o salário mínimo deveria ter para atender à definição da Constituição.
Em agosto, para fazer frente a este conjunto de despesas, o menor salário pago no país deveria ser de R$ 1.596,11, 6,13 vezes o mínimo vigente. Há um ano, o mínimo necessário de R$ 1.359,03, correspondia a 5,66 vezes o piso então em vigor.
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