Brasília, 3ª feira, 14h00: começa a guerra da Previdência e trabalhadores são convocados ao combate
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sábado, 11 de fevereiro de 2017
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Brasília, 3ª feira, 14h00: começa a guerra da Previdência e trabalhadores são convocados ao combate
Centrais sindicais convocam trabalhadores, ativistas e dirigentes para estarem em Brasília, na primeira reunião da Comissão Especial da Reforma da Previdência, para pressionar deputados, derrubar proposta do governo e aprovar alternativa liderada por deputados Paulinho da Força e Arnaldo Faria de Sá
O desafio de não deixar passar uma reforma da Previdência Social que retire direitos e prejudique os trabalhadores já tem data marcada para começar pra valer. Na próxima terça-feira 14, às 14h00, será aberta a primeira sessão da Comissão Especial da Câmara dos Deputados para analisar a proposta de reforma da Previdência feita pelo governo do presidente Michel Temer.
Crédito: Tiago Santana
“É uma proposta abaixo da crítica, muito ruim, que estamos combatendo com uma proposta alternativa que já conquistou 250 assinaturas de deputados”, assinala o deputado federal e presidente da central Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força. Ele está convocando trabalhadores, ativistas e sindicalistas para comparecerem à primeira sessão, com o claro objetivo de pressionar os parlamentares.
“O futuro das aposentadorias de todos os brasileiros está em jogo, e será preciso muito mobilização para não perdemos essa verdadeira guerra”, diz Paulinho. “Os representantes dos trabalhadores precisam estar dentro do Congresso, lotar a sala da Comissão Especial, aplaudir, vair, enfim, se manifestar, para mostrar que a proposta do governo é inaceitável e a nossa alternativa, a melhor para a reforma”.
A proposta alternativa tem chances de ser aprovada, mas, acreditam sindicalistas, apenas se houver pressão dos trabalhadores sobre os deputados. Enquanto o governo Temer quer a idade minima de 65 anos, para homens e mulheres, para obter a aposentadoria, a alternativa encabeçada por Paulinho da Força e pelo deputado Arnaldo Faria de Sá rebaixa esse limite e faz distinção entre homens e mulheres.
Crédito: Jaélcio Santana
A proposta dos trabalhadores é de idade mínima de 60 anos para homens e 58 anos para mulheres. A regra de transição estabelece 30% a mais de contribuição para todos, de modo a contribuir para o combate do déficit e, ao mesmo tempo, não criar privilégios. Noutro ponto importante, a proposta alternativa garante o reajuste dos benefícios pelo salário mínimo. Assegura, ainda, o direito ao viúvo ou viúda ao acúmulo de pensões, em caso de morte de um deles, mas com o limite do teto de benefícios da Previdência, hoje em pouco mais de R$ 5 mil.
“A Força Sindical vai em peso com seus dirigentes à Brasília, para dentro da Comissão Especial, mostrar aos deputados que a proposta do governo é inaceitável, enquanto a nossa é absolutamente viável”, informa o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. “Sabemos que a reforma é importante, mas ela não pode servir de pretexto para a retirada de direitos dos trabalhadores. Queremos uma Previdência justa e vamos lutar com todas as nossas energias por esse objetivo”, concluiu.