Paa Iedi, resultado do setor fabril de São Paulo pode puxar demais Estados nos próximos meses
Indústria paulista cresce 3,2% no triCrédito: Divulgação

A produção industrial de São Paulo cresceu 3,2% no terceiro trimestre, na comparação aos três meses anteriores, acelerando seu ritmo de recuperação. O desempenho do maior e mais diversificado parque fabril do país foi três vezes mais veloz que a média nacional, que cresceu 0,9% por essa base de comparação, com ajuste sazonal.

De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que calculou o resultado com ajuste sazonal a partir de dados divulgados ontem pelo IBGE, o desempenho da indústria paulista foi "altamente positivo". Isto não apenas pela intensidade, mas também pela trajetória de aceleração desde o começo deste ano.

"O mais importante é a trajetória nítida de aceleração ao longo deste ano, quando considerados os dados na ponta, com ajuste sazonal, que são os que importam para vermos a retomada. Esse comportamento contrasta diretamente com a média da indústria nacional, que mostra desaceleração", avalia Rafael Cagnin, economista do Iedi.

O crescimento ad indústria nacional desacelerou de 1,1% no segundo para 0,9% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores. Já a indústria paulista acelerou de +2,9% para +3,2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Frente ao mesmo período de 2016, o parque fabril de São Paulo produziu 5,4% a mais de julho a setembro, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2013 (9,3%).

"Como o parque industrial de São Paulo é diversificado e demanda produtos intermediários de outros Estados, essa aceleração pode puxar o desempenho do setor como um todo pela frente. Também por isso, é positivo", acrescenta o economista.

Apesar de positivo, o desempenho paulista no terceiro trimestre deste ano foi puxado basicamente por dois setores: o de produtos alimentícios, impulsionado pela produção de derivados do açúcar (tipo cristal e VHP, para exportação); e o de veículos automotores, incluindo caminhões, caminhão trator para reboques e automóveis.

Segundo Rodrigo Lobo, analista da Coordenação da Indústria do IBGE, esses dois setores respondem por 28% da indústria paulista. Ele pondera ainda que apenas 11 das 18 atividades acompanhadas pelo instituto no Estado de São Paulo tiveram aumento de produção na passagem de agosto para setembro, conforme dados divulgados ontem.

"O resultado é, portanto, concentrado, não existe dinamismo maior", disse Lobo, acrescentando que metade dos 534 itens industriais de São Paulo apresentou aumento de produção. O chamado índice de difusão foi de 52,1% em julho; 56,9% em agosto; e 51,1% em setembro. "É um patamar baixo. Já vimos índices perto de 70%", disse Lobo.

O setor industrial nacional avançou 3,1% no terceiro trimestre de 2017, frente a igual período do ano passado. Dos 15 locais pesquisados, 13 tiveram aumento de produção por essa base de comparação. Além do Estado de São Paulo, outros destaques positivos por essa base de comparação anual foram Bahia (5,6%), Mato Grosso (7,4%), Paraná (6,8%) e Goiás (3,5%).

Indústria paulista cresce 3,2% no triCrédito: Divulgação

A produção industrial de São Paulo cresceu 3,2% no terceiro trimestre, na comparação aos três meses anteriores, acelerando seu ritmo de recuperação. O desempenho do maior e mais diversificado parque fabril do país foi três vezes mais veloz que a média nacional, que cresceu 0,9% por essa base de comparação, com ajuste sazonal.

De acordo com o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que calculou o resultado com ajuste sazonal a partir de dados divulgados ontem pelo IBGE, o desempenho da indústria paulista foi "altamente positivo". Isto não apenas pela intensidade, mas também pela trajetória de aceleração desde o começo deste ano.

"O mais importante é a trajetória nítida de aceleração ao longo deste ano, quando considerados os dados na ponta, com ajuste sazonal, que são os que importam para vermos a retomada. Esse comportamento contrasta diretamente com a média da indústria nacional, que mostra desaceleração", avalia Rafael Cagnin, economista do Iedi.

O crescimento ad indústria nacional desacelerou de 1,1% no segundo para 0,9% no terceiro trimestre, frente aos três meses anteriores. Já a indústria paulista acelerou de +2,9% para +3,2% na passagem do segundo para o terceiro trimestre. Frente ao mesmo período de 2016, o parque fabril de São Paulo produziu 5,4% a mais de julho a setembro, o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2013 (9,3%).

"Como o parque industrial de São Paulo é diversificado e demanda produtos intermediários de outros Estados, essa aceleração pode puxar o desempenho do setor como um todo pela frente. Também por isso, é positivo", acrescenta o economista.

Apesar de positivo, o desempenho paulista no terceiro trimestre deste ano foi puxado basicamente por dois setores: o de produtos alimentícios, impulsionado pela produção de derivados do açúcar (tipo cristal e VHP, para exportação); e o de veículos automotores, incluindo caminhões, caminhão trator para reboques e automóveis.

Segundo Rodrigo Lobo, analista da Coordenação da Indústria do IBGE, esses dois setores respondem por 28% da indústria paulista. Ele pondera ainda que apenas 11 das 18 atividades acompanhadas pelo instituto no Estado de São Paulo tiveram aumento de produção na passagem de agosto para setembro, conforme dados divulgados ontem.

"O resultado é, portanto, concentrado, não existe dinamismo maior", disse Lobo, acrescentando que metade dos 534 itens industriais de São Paulo apresentou aumento de produção. O chamado índice de difusão foi de 52,1% em julho; 56,9% em agosto; e 51,1% em setembro. "É um patamar baixo. Já vimos índices perto de 70%", disse Lobo.

O setor industrial nacional avançou 3,1% no terceiro trimestre de 2017, frente a igual período do ano passado. Dos 15 locais pesquisados, 13 tiveram aumento de produção por essa base de comparação. Além do Estado de São Paulo, outros destaques positivos por essa base de comparação anual foram Bahia (5,6%), Mato Grosso (7,4%), Paraná (6,8%) e Goiás (3,5%).