Menu

Mapa do site

Emissão de boleto

Nacional São Paulo

Emissão de boleto

Nacional São Paulo
8 OUT 2025

Imagem do dia

Seminário Pré-COP30; FOTOS

Imagem do dia - Força Sindical

Enviar link da notícia por e-mail

Imprensa

Recuperação judicial dispara em média e grande empresa

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Imprensa

Recuperação judicial dispara em média e grande empresa

Recuperação judicial dispara em média e grande empresaCrédito: Divulgação

is anos seguidos de queda muito acentuada do Produto Interno Bruto (PIB) levaram os pedidos de recuperação judicial a outro nível. Antes mais concentrados nas pequenas empresas, o instrumento tem se disseminado entre as médias e grandes companhias, que sofrem com geração de caixa insuficiente para fazer frente aos compromissos financeiros assumidos durante o período de bonança.

Entre janeiro e abril, foram 571 pedidos, quase o dobro dos 289 registros em igual período de 2015, segundo dados da Serasa Experian. Nas médias empresas, a alta foi de 114%. Nas grandes, de 94%. E nas pequenas, de 90%.

Em 2011, do total de empresas que fizeram pedido de recuperação judicial, apenas 12% faturavam mais do que R$ 50 milhões ao ano. Em 2015, as grandes empresas representaram 19% do total de pedidos. Nos primeiros quatro meses de 2016, a parcela caiu para 16,6%, mas consultores notam que grandes empresas, como Oi e Gol, por exemplo, estão reestruturando dívidas, em vez de ingressar na Justiça com o requerimento, o que poderia elevar ainda mais esses números.

Para especialistas, há um "dominó" em curso que compromete a saúde financeiras das companhias. Marcelo Gomes, diretor-geral da consultoria Alvarez & Marsal, comenta que boa parte das empresas acreditou na euforia com a economia brasileira observada até 2011, principalmente. "As empresas então aumentaram muito seus investimentos, em novas lojas, novos sistemas, novas fábricas. Tudo isso feito com crédito barato". Entre 2011 e 2013, a taxa básica de juros cairia de 12,5% para 7,25%, menor nível da história.

Os anos de bonança também costumam aumentar os custos operacionais, com mudança para escritórios maiores e contratação de funcionários, por exemplo. A partir de 2013, quando o mercado virou e as receitas passaram a crescer cada vez mais devagar – e encolher em 2015 – o custo de crédito também aumentou. "E aí a geração de caixa não se encaixava mais no custo da dívida", diz.

Gomes ressalta que esse processo atingiu todos os portes de empresas, e poderia até ser pior. "Muitas grandes empresas em dificuldades não estão em recuperação judicial, porque os bancos estão avaliando que o problema é temporário, sistêmico, e por isso vale alongar o prazo de pagamento".

Além disso, observa, os bancos precisam provisionar parte da dívida das empresas quando estas entram em recuperação judicial, outro incentivo para renegociação, observa.

Francisco Clemente, diretor da área de reestruturação da KPMG, avalia que as médias e grandes empresas são bastante afetadas por essa crise por uma série de razões. Em primeiro lugar, comenta, há os desdobramentos da Operação Lava-Jato, que levou uma série de empreiteiras a pedir recuperação judicial no ano passado, entre elas gigantes como a OAS.

Um segundo problema das médias e grandes empresas, aponta, é que a partir de 2013, quando o crédito doméstico começou a rarear para as pequenas, as companhias de maior porte se voltaram para o exterior em busca de empréstimos.

Com a desvalorização significativa do câmbio em 2014 e 2015, as dívidas em moeda estrangeira, para muitas empresas, dobraram de valor. "E aí o custo de carregar esse débito aumentou. Renegociar também ficou mais difícil, até porque no ano passado perdemos grau de investimento por três agências de classificação de risco", lembra.

Para ele, a reversão deste cenário ainda vai tomar um longo tempo. Por isso, Clemente não descarta que o país encerre o ano com mais de 2 mil pedidos de recuperação judicial, o dobro do ano passado, quando foram registradas 1.287 requisições.

Se confirmado, este seria o ano com maior quantidade de pedidos desde o início da série história, em 2005, quando a nova Lei de Falências entrou em vigor.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian, não considera tão provável que o ritmo de aumento dos pedidos de recuperação judicial observado até abril se mantenha ao longo do ano. Mesmo assim, avalia que os dados são preocupantes. "Se o aumento estivesse concentrado nas pequenas empresas, mais vulneráveis, seria mais normal. Mas o que está acontecendo é preocupante", afirma.

Para Vinicius Carrasco, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-Rio), os bancos estão capitalizados para lidar com as dificuldades financeiras das empresas e a recuperação judicial é um instrumento bastante útil para permitir que empresas em dificuldade possam se recuperar. O que preocupa, segundo ele, é o risco de "japonização" da economia brasileira. Na década de 90, bancos japoneses refinanciaram empréstimos de credores sem condições de honrar dívidas apenas para não ter que dar baixa nesses valores no balanços.

Mais do que no setor privado, diz Carrasco, esse é um risco no BNDES, por exemplo, com a renegociação anunciada de empréstimos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI). A principal consequência, diz ele, é a redução da produtividade da economia, já que os recursos de empréstimos são usados para manter vivas "empresas-zumbi", enquanto outros negócios ficam sem recursos.

Para Rabi outro aspecto negativo da conjuntura atual é que não há praticamente nenhuma cadeia imune à crise. "Temos algumas poucas exceções, como a indústria farmacêutica, ou alguns ramos exportadores, mas a grande maioria está mal", diz.

"Nós tivemos a época em que os pedidos de recuperação judicial se concentraram nas usinas de cana de açúcar, depois nos frigoríficos, depois nas empresas de peças automotivas, mas hoje não dá mais para apontar um ou outro setor que está mal, o problema é bastante generalizado", concorda Clemente, da KPMG.

Para ele, além dos problemas já retratados, há ainda a inadimplência crescente enfrentada pelas empresas de todos os segmentos. Em uma pesquisa realizada com empresários do Sul do país, diz Clemente, 70% dos entrevistados relataram que têm recebido com atraso.

"É a tempestade perfeita", resume Gomes, da Alvarez & Marsal, para quem há ainda a crise política, que aprofundou a crise econômica. "Foram dois anos em que nada aconteceu, todo mundo parou de investir". Em sua avaliação, a economia ainda não parou de afundar e, na melhor das hipóteses, vai voltar a crescer apenas em 2018.

Fonte: Valor

Últimas de Imprensa

Todas de Imprensa
A importância do Salário Mínimo
Palavra do Presidente 16 JAN 2026

A importância do Salário Mínimo

Boletim Repórter Sindical
Publicações 15 JAN 2026

Boletim Repórter Sindical

Artigos 15 JAN 2026

A importância dos trabalhadores na indústria da fabricação do etanol e o papel estratégico das organizações sindicais laborais

Sintepav-BA realiza lançamento da Campanha Salarial 2026 em Salvador
Trabalho e Emprego 13 JAN 2026

Sintepav-BA realiza lançamento da Campanha Salarial 2026 em Salvador

Frentistas SP debatem pauta, aumento real  e benefícios sociais
Força 9 JAN 2026

Frentistas SP debatem pauta, aumento real  e benefícios sociais

As lições do 8 de Janeiro
Palavra do Presidente 8 JAN 2026

As lições do 8 de Janeiro

Manifestações em Brasília: 8/1 em defesa da democracia
Força 7 JAN 2026

Manifestações em Brasília: 8/1 em defesa da democracia

Projeto regulamenta trabalhadores de refeições coletivas
Força 7 JAN 2026

Projeto regulamenta trabalhadores de refeições coletivas

FEPOSPETRO aprova contas e orçamento em reunião estadual
Força 7 JAN 2026

FEPOSPETRO aprova contas e orçamento em reunião estadual

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela
Força 3 JAN 2026

Contra o golpismo e a ingerência: em defesa da soberania da Venezuela

Abono salarial: veja seu direito no app Carteira de Trabalho Digital
Força 19 DEZ 2025

Abono salarial: veja seu direito no app Carteira de Trabalho Digital

Carta alerta riscos ao FAT e cobra medidas urgentes
Força 18 DEZ 2025

Carta alerta riscos ao FAT e cobra medidas urgentes

Todo apoio a Padre Júlio Lancellotti
Força 18 DEZ 2025

Todo apoio a Padre Júlio Lancellotti

Instituto Meu Futuro encerra ano com festa e certificados
Força 17 DEZ 2025

Instituto Meu Futuro encerra ano com festa e certificados

Guarulhos: Seminário metalúrgico avalia 2025 e planeja 2026
Força 17 DEZ 2025

Guarulhos: Seminário metalúrgico avalia 2025 e planeja 2026

Metalúrgicos da Deca aprovam Convenção Coletiva 2025
Força 17 DEZ 2025

Metalúrgicos da Deca aprovam Convenção Coletiva 2025

Sindicalistas criticam GT de aplicativos composto por Boulos
Imprensa 17 DEZ 2025

Sindicalistas criticam GT de aplicativos composto por Boulos

Confira o calendário de 2026 para pagamento do abono salarial
Imprensa 17 DEZ 2025

Confira o calendário de 2026 para pagamento do abono salarial

Sinpospetro-RJ celebra 40 anos do Cesteh em debate na Fiocruz
Força 16 DEZ 2025

Sinpospetro-RJ celebra 40 anos do Cesteh em debate na Fiocruz

Federação dos Químicos de Goiás filia-se à CNTQ
Força 16 DEZ 2025

Federação dos Químicos de Goiás filia-se à CNTQ

Brasil e Argentina fortalecem unidade no setor pneumático
Força 16 DEZ 2025

Brasil e Argentina fortalecem unidade no setor pneumático

Mobilização em Porto Alegre defende fim da escala 6×1
Força 15 DEZ 2025

Mobilização em Porto Alegre defende fim da escala 6×1

GM Mogi das Cruzes é acusada de coagir e intimidar trabalhadores
Força 15 DEZ 2025

GM Mogi das Cruzes é acusada de coagir e intimidar trabalhadores

Cofen inaugura espaço e celebra avanço pela unificação da Enfermagem
Força 15 DEZ 2025

Cofen inaugura espaço e celebra avanço pela unificação da Enfermagem

Colônias de Férias do Sindnapi reúnem idosos do programa Turismo 60+
Força 15 DEZ 2025

Colônias de Férias do Sindnapi reúnem idosos do programa Turismo 60+

Redução da jornada e fim da escala 6×1 no debate sindical
Imprensa 15 DEZ 2025

Redução da jornada e fim da escala 6×1 no debate sindical

Todo apoio à greve dos petroleiros!
Força 15 DEZ 2025

Todo apoio à greve dos petroleiros!

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)
Artigos 15 DEZ 2025

Proteger os sindicatos é proteger o trabalhador; por João Carlos (Juruna)

Força Sindical participa do lançamento do Brasil que Cuida
Força 15 DEZ 2025

Força Sindical participa do lançamento do Brasil que Cuida

Centrais e movimento sociais convocam atos nacionais em defesa da democracia
Força 12 DEZ 2025

Centrais e movimento sociais convocam atos nacionais em defesa da democracia

Aguarde! Carregando mais artigos...