A forte crise econômica que vem devastando empresas e empregos, inibindo a produção e o consumo, encarecendo o crédito e fortalecendo uma inflação que já alcançou os dois dígitos, parece não ter fim.

Claro que uma recessão econômica desse porte penaliza a todos. Mas, quem mais sente os efeitos da estagnação econômica são os trabalhadores de baixa renda e os aposentados, que tanto fizeram pelo País e hoje são tratados com descaso e desrespeito. Atentemos para este último segmento.

São cerca de 26 milhões de aposentados no Brasil. Destes, apenas 9,2 milhões recebem benefícios superiores a um salário mínimo – números por si só suficientes para percebermos as dificuldades que enfrentam.

Outro fato: além do baixo valor das aposentadorias, os aposentados têm demandas próprias, que faz com que, para eles, a inflação torne-se ainda mais brutal, como planos de saúde onerosos e medicamentos de uso contínuo de alto custo. Além disto, o número de aposentados que assume o sustento de parentes, incluindo-se aí netos e bisnetos, é crescente.

Falta no Brasil uma política diferenciada para aposentados e pensionistas, que supra suas necessidades. O que sobra é a dificuldade para que os trabalhadores da ativa possam se aposentar com dignidade e a insensibilidade do governo no tratamento da questão.

Com ou sem crise!

Miguel Torres
presidente da Força Sindical

A forte crise econômica que vem devastando empresas e empregos, inibindo a produção e o consumo, encarecendo o crédito e fortalecendo uma inflação que já alcançou os dois dígitos, parece não ter fim.

Claro que uma recessão econômica desse porte penaliza a todos. Mas, quem mais sente os efeitos da estagnação econômica são os trabalhadores de baixa renda e os aposentados, que tanto fizeram pelo País e hoje são tratados com descaso e desrespeito. Atentemos para este último segmento.

São cerca de 26 milhões de aposentados no Brasil. Destes, apenas 9,2 milhões recebem benefícios superiores a um salário mínimo – números por si só suficientes para percebermos as dificuldades que enfrentam.

Outro fato: além do baixo valor das aposentadorias, os aposentados têm demandas próprias, que faz com que, para eles, a inflação torne-se ainda mais brutal, como planos de saúde onerosos e medicamentos de uso contínuo de alto custo. Além disto, o número de aposentados que assume o sustento de parentes, incluindo-se aí netos e bisnetos, é crescente.

Falta no Brasil uma política diferenciada para aposentados e pensionistas, que supra suas necessidades. O que sobra é a dificuldade para que os trabalhadores da ativa possam se aposentar com dignidade e a insensibilidade do governo no tratamento da questão.

Com ou sem crise!

Miguel Torres
presidente da Força Sindical