Em 2020, durante a crise de Covid-19, as famílias não tiveram condições para manter o nível do consumo, com seu poder aquisitivo retraindo, conforme cálculos do Monitor do PIB do FGV IBRE, divulgado nesta terça (23).
loja - comercio - vendedor - covid19Crédito: Arquivo
O Monitor sinaliza que o PIB retraiu 4,0% em 2020. Pela ótica da produção, dos três grandes setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços), apenas a agropecuária cresceu no ano (2,0%). Enquanto pela ótica da demanda, todos os componentes retraíram, com destaque para o consumo das famílias com retração de 5,2% no ano.
 
O consumo das famílias retraiu 5,2% em 2020, em comparação a 2019. Este componente, que foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia, após a recessão de 2014-2016, apresentou expressivo recuo em 2020. O consumo de serviços foi o que mais recuou em 2020 devido, principalmente ao recuo do consumo de serviços de alojamento e alimentação, saúde privada e serviços gerais prestados às famílias.
 
Dado o peso dos serviços para o consumo das famílias, Juliana Trece, pesquisadora do Núcleo de Contas do FGV IBRE, e Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do FGV IBRE, avaliam que a volta auxílio emergencial, ainda que em valor menor, poderá contribuir para a sustentação de parte do consumo, mas somente o avanço da vacinação possibilitará uma recuperação mais significativa dessa fatia do PIB do lado da demanda, levando-o a uma evolução positiva.
 
Em entrevista ao Valor Econômico nesta terça (23), Silvia Matos, do Ibre/FGV, estimou que países emergentes como o Brasil só chegarão ao atual nível de vacinação dos Estados Unidos – onde 17% da população já recebeu ao menos a primeira dose – em meados do segundo semestre.
 
“Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia não havia sido capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados.” afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.
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O Monitor sinaliza que o PIB retraiu 4,0% em 2020. Pela ótica da produção, dos três grandes setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços), apenas a agropecuária cresceu no ano (2,0%). Enquanto pela ótica da demanda, todos os componentes retraíram, com destaque para o consumo das famílias com retração de 5,2% no ano.
 
O consumo das famílias retraiu 5,2% em 2020, em comparação a 2019. Este componente, que foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da economia, após a recessão de 2014-2016, apresentou expressivo recuo em 2020. O consumo de serviços foi o que mais recuou em 2020 devido, principalmente ao recuo do consumo de serviços de alojamento e alimentação, saúde privada e serviços gerais prestados às famílias.
 
Dado o peso dos serviços para o consumo das famílias, Juliana Trece, pesquisadora do Núcleo de Contas do FGV IBRE, e Claudio Considera, coordenador do Núcleo de Contas Nacionais do FGV IBRE, avaliam que a volta auxílio emergencial, ainda que em valor menor, poderá contribuir para a sustentação de parte do consumo, mas somente o avanço da vacinação possibilitará uma recuperação mais significativa dessa fatia do PIB do lado da demanda, levando-o a uma evolução positiva.
 
Em entrevista ao Valor Econômico nesta terça (23), Silvia Matos, do Ibre/FGV, estimou que países emergentes como o Brasil só chegarão ao atual nível de vacinação dos Estados Unidos – onde 17% da população já recebeu ao menos a primeira dose – em meados do segundo semestre.
 
“Os desafios para 2021 mostram-se grandes a partir deste cenário, tendo em vista que devido ao crescimento lento de 2017-2019 a economia não havia sido capaz de recuperar as perdas da recessão de 2014-2016. Com o choque adverso enfrentado em 2020, que ainda não foi totalmente eliminado, os resultados de 2014, pico da série histórica, parecem cada vez mais distantes de serem alcançados.” afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.