Fabrica-de-sapatos-industria-sapateiros_Foto-Miguel-Angelo-1024x613Crédito: Pixabay
A principal influência negativa entre as atividades, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou -8,4%
A produção industrial caiu 2,4% em março em comparação ao mês anterior e intensificou a perda de 1,0% que havia sido registrada em fevereiro, quando houve a interrupção de nove meses de resultados positivos. O recuo de março teve predomínio de taxas negativas entre as atividades industriais investigadas e foi puxado principalmente pela queda de 8,4% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias. Com os resultados desse mês, o setor industrial encontra-se 16,5% abaixo do patamar recorde registrado em maio de 2011. A indústria acumula no ano crescimento de 4,4% e, nos últimos 12 meses, queda de 3,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (5) pelo IBGE.
 
O gerente da pesquisa, André Macedo, explica que o aprofundamento do recuo do setor industrial, em março, é relacionado à intensificação das medidas de combate à Covid-19. “Esses dois resultados negativos têm como pano de fundo o próprio recrudescimento da pandemia. Isso faz com que haja maior restrição das pessoas, o que provoca a interrupção das jornadas de trabalho, paralisações de plantas industriais e atrapalha toda a cadeia produtiva, levando ao encarecimento e à falta de insumos para o processo produtivo. Isso afeta o processo de produção como um todo”, diz.
 
O pesquisador destaca que, de maio de 2020 a janeiro de 2021, houve ganho acumulado de 40,1%, o que fez a produção industrial superar o patamar pré-pandemia. “Nesse período, houve um ganho de 3,5% acima do patamar de fevereiro de 2020. Mas, com as perdas de fevereiro e março deste ano, nós zeramos esse acumulado que tinha até o mês de janeiro. De modo que o patamar de março de 2021 é exatamente o mesmo do pré-pandemia”, explica.
 
Principal influência negativa entre as atividades, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou -8,4%, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 15,8%. Esse comportamento recente interrompe uma sequência de oito meses de taxas positivas que acumularam expansão de 1.196,9%.
 
“O recuo nos veículos automotores, reboques e carrocerias foi especialmente afetado pela redução na produção dos automóveis e de autopeças. Houve nessa atividade uma série de interrupções de processos de produção, paralisações e férias sendo concedidas. Isso justifica a queda de 8,4%”, afirma Macedo.
 
Ainda nas influências negativas, destacaram-se as atividades de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), de outros produtos químicos (-4,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), de produtos de borracha e de material plástico (-4,5%), de bebidas (-3,4%), de móveis (-9,3%), de produtos têxteis (-6,4%) e de produtos de minerais não metálicos (-2,5%).
 
Os principais impactos positivos vieram das indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%). “Essas atividades estão repondo perdas observadas em meses anteriores. Elas estão com taxas positivas nesse mês porque as perdas anteriores foram muito acentuadas e esse é um crescimento natural”, destaca.
 
A queda de março foi acompanhada por três das grandes categorias econômicas e pela maioria dos ramos pesquisados. A categoria bens de consumo semi e não duráveis caiu 10,2%, a maior perda desde abril de 2020, quando havia registrado -12,6%. Os bens de consumo duráveis (-7,8%) e os bens de capital (-6,9%) intensificaram as perdas registradas no mês anterior. Já o setor produtor de bens intermediários (0,2%) foi o único a registrar taxa positiva.
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A principal influência negativa entre as atividades, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou -8,4%
A produção industrial caiu 2,4% em março em comparação ao mês anterior e intensificou a perda de 1,0% que havia sido registrada em fevereiro, quando houve a interrupção de nove meses de resultados positivos. O recuo de março teve predomínio de taxas negativas entre as atividades industriais investigadas e foi puxado principalmente pela queda de 8,4% na produção de veículos automotores, reboques e carrocerias. Com os resultados desse mês, o setor industrial encontra-se 16,5% abaixo do patamar recorde registrado em maio de 2011. A indústria acumula no ano crescimento de 4,4% e, nos últimos 12 meses, queda de 3,1%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (5) pelo IBGE.
 
O gerente da pesquisa, André Macedo, explica que o aprofundamento do recuo do setor industrial, em março, é relacionado à intensificação das medidas de combate à Covid-19. “Esses dois resultados negativos têm como pano de fundo o próprio recrudescimento da pandemia. Isso faz com que haja maior restrição das pessoas, o que provoca a interrupção das jornadas de trabalho, paralisações de plantas industriais e atrapalha toda a cadeia produtiva, levando ao encarecimento e à falta de insumos para o processo produtivo. Isso afeta o processo de produção como um todo”, diz.
 
O pesquisador destaca que, de maio de 2020 a janeiro de 2021, houve ganho acumulado de 40,1%, o que fez a produção industrial superar o patamar pré-pandemia. “Nesse período, houve um ganho de 3,5% acima do patamar de fevereiro de 2020. Mas, com as perdas de fevereiro e março deste ano, nós zeramos esse acumulado que tinha até o mês de janeiro. De modo que o patamar de março de 2021 é exatamente o mesmo do pré-pandemia”, explica.
 
Principal influência negativa entre as atividades, o segmento de veículos automotores, reboques e carrocerias registrou -8,4%, terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 15,8%. Esse comportamento recente interrompe uma sequência de oito meses de taxas positivas que acumularam expansão de 1.196,9%.
 
“O recuo nos veículos automotores, reboques e carrocerias foi especialmente afetado pela redução na produção dos automóveis e de autopeças. Houve nessa atividade uma série de interrupções de processos de produção, paralisações e férias sendo concedidas. Isso justifica a queda de 8,4%”, afirma Macedo.
 
Ainda nas influências negativas, destacaram-se as atividades de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-14,1%), de outros produtos químicos (-4,3%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-9,4%), de couro, artigos para viagem e calçados (-11,2%), de produtos de borracha e de material plástico (-4,5%), de bebidas (-3,4%), de móveis (-9,3%), de produtos têxteis (-6,4%) e de produtos de minerais não metálicos (-2,5%).
 
Os principais impactos positivos vieram das indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%). “Essas atividades estão repondo perdas observadas em meses anteriores. Elas estão com taxas positivas nesse mês porque as perdas anteriores foram muito acentuadas e esse é um crescimento natural”, destaca.
 
A queda de março foi acompanhada por três das grandes categorias econômicas e pela maioria dos ramos pesquisados. A categoria bens de consumo semi e não duráveis caiu 10,2%, a maior perda desde abril de 2020, quando havia registrado -12,6%. Os bens de consumo duráveis (-7,8%) e os bens de capital (-6,9%) intensificaram as perdas registradas no mês anterior. Já o setor produtor de bens intermediários (0,2%) foi o único a registrar taxa positiva.